Introducing San Francisco O Parc De France, no Saguaçu Fim da novela?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Cinco mil anos atrás

Os primeiros habitantes de Joinville deixaram muita história para contar


Quem foi o primeiro homem a morar em Joinville? A resposta está preservada nos 41 sítios arqueológicos de Sambaqui, localizados na cidade. O homem sambaquiano é descendente dos primeiros povos que chegaram na América, há cerca de 15 mil anos atrás, migratórios do continente Africano. Estabeleceram-se aqui, há aproximadamente cinco milênios, e aprenderam a sobreviver em uma região farta de recursos naturais. Essas afirmações são conseqüências de estudos nos sítios de sambaqui que continuam a elucidar os passos dos ancestrais nessa localidade. Daí então, a importância de se preservar essas regiões.

Mirante do Parque da Cidade está sobre um sítio arqueológico de Sambaqui

Os primeiros povos a chegarem na América migraram pelo continente sulamericano no sentido norte-sul. No litoral brasileiro, os fósseis mais antigos apontam para uma caminhada nessa direção. Antes de chegar a Santa Catarina por exemplo, os sambaquianos estiveram no Paraná. No litoral paranaense os estudos sobre fósseis apontam para uma datação de seis mil anos atrás. Já em Santa Catarina os mais antigos datam de cinco mil anos. Além dos 41 sítios arqueológicos de Sambaqui de Joinville, se for englobada toda região da Baía da Babitonga, o número de sítios sobe para 161. Para a historiadora e coordenadora do Museu Sambaqui, Adriana dos Santos, a grande quantidade de sítios na região é o indício do quanto eram numerosos esses povos.


Na superfície do sítio Morro do Ouro é possível ver as conchas amontoadas pelos Sambaquianos

O nome Sambaqui é de origem indígena. A estudante de história, Karina Zuge, monitora do Museu explica que esse nome tem origem na língua indígena. Vem da palavra Tambaqui, Tamba “Conchas”, e Qui “monte. Esses montes de concha são na verdade, os sítios arqueológicos deixados por estes povos. Conforme estudos promovidos pelo Museu, esses sítios chegam a ter até 30 metros de altura. Podem-se identificar neles, conchas provenientes de restos alimentícios como berbigão, ostras e mariscos. Além disso, encontram-se também artefatos de pedra, como pontas de machados, ponta de flechas, e utensílios, como quebradores de coquinho.
 As pesquisas arqueológicas também coletaram nesses locais ossos de sepultamentos, ossos de animais, colares de conchas, e até mesmo objetos artísticos como os zoólitos. Esses zoólitos são esculturas de pedra que representam animais.
Conforme a historiadora Adriana, os estudos ainda não especificam para que exatamente serviam esses locais. Sabe-se que eles moravam ao redor, e esses sítios eram utilizados para rituais, como os sepultamentos por exemplo. Também poderiam servir como ponto de observação, dado a vista privilegiada que esses pontos proporcionam.

Vista privilegiada do mirante construído sobre sítio Sambaqui

De acordo com a publicação do Museu, “Pré-História Regional”, os sambaquianos estavam bem adaptados à vida do litoral pois durante 4 mil anos viveram nesses locais e continuaram a aumentar sua população. Viviam da coleta de mariscos, de frutas e vegetais disponíveis na natureza. Sua alimentação era baseada em peixes e frutos do mar, mas também caçavam, provavelmente com armadilhas.
 Um dos pontos que evidenciam a atividade desses povos são as oficinas líticas. Eram locais, próximo a lagoas, em que havia extensa quantidade de rocha. Nessas rochas os sambaquianos poliam e afiavam suas ferramentas. As marcas de atrito deixadas nesses locais evidenciam tal ação.

Oficina Lítica, pontos circulados evidenciam trabalhos dos povos Sambaquianos
A Arqueóloga Dione da Rocha Bandeira cita, em artigo publicado sobre o perfil nordeste Sambaqui Cubatão I, em 2009, que a grande quantidade de sítios arqueológicos na região são indicativos da intensa e diversificada ocupação humana. Para ela é preciso estudar de maneira ampla e regional os sítios levando-se em conta proximidade dessas regiões e muito provavelmente a relação social que esses grupos desenvolveram entre si.
 Joinville é destaque na preservação de itens e sítios arqueológicos. Somente no Museu Sambaqui estão preservados mais de 12 mil itens retirados dos sítios. Muito desses, são provenientes das coletas efetuadas por Guilherme Tiburtius (1892/1985). Imigrante alemão, esse pesquisador voluntário, efetuou durante toda sua vida salvamentos arqueológicos. Em 1963, a prefeitura de Joinville comprou o acervo de Guilherme e posteriormente construiu o Museu Sambaqui. Além do museu a cidade mantém ainda 41 sítios arqueológicos preservados. Um deles é o do Parque Caieiras. Esse local é uma síntese de como esses povos viviam e de como os europeus trataram esses sítios antes das leis de preservação. No parque observa-se o sítio sambaqui Lagoa do Saguaçu em que os sambaquianos viviam.

Sítio Sambaqui - Lagoa do Saguaçu
Na sequência do sítio a alguns metros a frente observa-se uma oficina lítica. Um passeio pelo local traz um ar de nostalgia, ao andar sobre as rochas e olhar para o horizonte, é possível imaginar a vista que esses povos tinham.

Essa era a vista que o Homem Sambaquiano tinha a 5 mil anos atrás, sobre as oficinas Líticas com Vista para a Lagoa do Saguaçu

No parque está preservado o mangue, a vegetação, e toda a biodiversidade que tenta congelar exatamente o ambiente em que se vivia há 5 mil anos atrás. A estudante de biologia, Andréia Sothe, monitora do parque comenta sobre variedade, “Além de toda a vegetação preservada, temos animais como cachorro do mato, a cotia, a capivara, e diversos tipos de aves”, destaca.

Na visita ao parque não é difícil avistar animais - Lagarto as margens do caminho que leva ao sítio arquelógico

Também está preservada, um pouco da triste história dos fornos das caieiras. Esses fornos foram implantados pelos imigrantes europeus, que queimavam os materiais arqueológicos para produzir cal.


Fornos utilizados pelos Europeus para queima do Material Arqueológico
A coordenadora do Museu Adriana revela que os estudos na área arqueológica sobre os sambaquis continuam, ela faz revelações que podem animar a comunidade interessada. “O Guilherme Tiburcius, é um dos grandes responsáveis pela quantidade de peças existente no museu. Mas ele também escreveu artigos e catalogou muito de seus achados. Até agora foram publicados somente três artigos. Temos ainda 12 artigos inéditos para traduzir (estão em alemão) e divulgar”, revela. Além disso, uma outra novidade que deve agitar a comunidade científica é um projeto que já está em andamento. “Tivemos um projeto aprovado pelo Simdec, e ele está em fase de execução. Estamos reconstruindo o rosto do sambaquiano de Joinville. Recentemente fizemos uma tomografia de um crânio no hospital Dona Helena e agora estamos na fase de modelação”, revelou. O projeto deve estar concluído em até seis meses, e aí então será conhecido o rosto o do primeiro homem joinvilense.
Muitas perguntas ainda estão sem resposta em relação a esses povos primitivos. Por que, e como desapareceram? Se alguém estiver disposto a responder esta pergunta e a conhecer mais sobre esses povos a ciência lhe convida a pesquisar.


Local preservado revela o ambiente que era habitado pelos Primeiros Habitantes de Joinville

Por Leandro M Ferreira

domingo, 4 de dezembro de 2011

Caminho de Jlle até BC











FOTOS DE ANDREIA SILVA

Um time campeão. Uma torcida apaixonada! - Nossa Pauta na cobertura da final da série C

Em recorde de público, cerca de 20 mil pessoas 
lotaram  a Arena Joinville. Foto: Daniel Pereira/Nossa Pauta

Com muito paciência e alegria, torcedores descem a 
rampa no último jogo do ano. Foto: Daniel Pereira/Nossa Pauta

Joinville Esporte Clube ganhou seu primeiro título nacional,
com a festa de  20 mil torcedores. Foto: Daniel Pereira/Nossa Pauta

Esperando por uma carreata em comemoração ao título, em vão,
torcedores se concentraram em frente ao estádio. Foto: Daniel Pereira/Nossa Pauta

Mesmo com trânsito ruim na rua Inácio Bastos, torcedores 
passavam em frente à Arena comemorando. Daniel Pereira/Nossa Pauta

Motoristas e torcedores tiveram que ter paciência após o 
término do histórico jogo. Foto. Daniel Pereira/Nossa Pauta

Trânsito ruim em frente à Arena Joinville; Jogo começou às 17h, e 
cerca de 20 mil torcedores fizeram a festa. Daniel Pereira/Nossa Pauta

Rua Inácio Bastos com trânsito ruim após o término do
jogo. O JEC goleou o CRB: 4x0. Foto: Daniel Pereira/Nossa Pauta

Motoristas e torcedores tiveram que ter paciência após o 
término do histórico jogo. Foto. Daniel Pereira/Nossa Pauta

Torcedores comemoravam com quem passa no local. O JEC
teve seu primeiro título nacional. Foto: Daniel Pereira/Nossa Pauta

Torcedores comemoravam sob olhar da PM: cerca de 200 Policiais fizeram a  
segurança do jogo; não houve incidentes. Foto: Daniel Pereira/Nossa Pauta

Torcedores esperam a desaglomeração para assim descer 
com mais tranquilidade. Foto: Daniel Pereira/Nossa Pauta

Fotos: Daniel Pereira/Nossa Pauta (Proibida a reprodução sem a autorização do autor).

E-mail: dangpereira@gmail.com
Twitter: @dangomper
Facebook: facebook.com/dangomper


sábado, 3 de dezembro de 2011

JEC campeão do campeonato Brasileiro da série C

Os tricolores soltaram o grito de campeão brasileiro pela primeira vez hoje na arena joinville. O Jec venceu o jogo final contra o CRB pelo placar de 4 x 0.
A seguir fotos desse dia histórico, 03/12/11.

Essa é a taça que agora estará na galeria do Jec

Torcida do Jec fez provocação ao rival Avaí

Arena lotada

Irmãos pedem foto para o NossaPauta e são prontamente atendidos

Tocida do CRB também estava representada

Joinville molhou o campo antes da decisão
 
Mascote do Jec saúda a torcida

Chuva de papel picado para saudar os jogadores

Jogadores saúdam a torcida
Jogadores perfilados para execução do hino nacional

Ricardinho tenta se desprender do marcador

Zagueiro Lino protege a bola no campo de defesa

Barreira do CRB salta para tentar bloquear cobrança de falta
CRB tenta sair para o contra ataque
Zagueiro Lino sai para o jogo
Zagueiro Lino em lance no meio campo
Roberto Lopes conduz a bola para o time de Maceió


Lance de escanteio para o CRB


Lima reclama por bola dentro da pequena área
Ronaldo Capixaba e Lima se cumprimentam antes do início do segundo tempo


Jailton arranca para o ataque seguido de perto pelo marcador
Jogador do CRB passa com drible por Lino

Gilton já corre para a torcida após marcar o quarto gol do JEC


Jogadores correm para o centro do campo após o apito final para comemorar o título inédito


Gilton caminha em direção a torcida para agradecer o apoio. Ao lado o mestre Pena Filho grande mentor Intelectual do Projeto NossaPauta


No fim, a volta olímpica que não pode faltar
Por Leandro M Ferreira

Nossa Pauta cobrirá o jogo JEC x CRB

O Nossa Pauta estará na cobertura da final da Série C do Campeonato Brasileiro. Confira, em breve, toda a mídia produzida.