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domingo, 14 de agosto de 2011

Peça teatral chama a atenção em praça de Joinville














Uma estrutura de acrílico transparente com pessoas dentro. Eis o local e a plateia da peça "Espaço outro", da Acruel Companhia. Os atores estão espalhados pela Praça da Bandeira, numa tarde em Joinville. Uns imperceptíveis, outros juntos, vestidos da mesma cor. O cenário é o ambiente onde os cidadãos passam. A plateia dentro da caixa de acrílico desperta a curiosidade de quem está do lado de fora e ao mesmo tempo ouve uma narração pré-gravada, que indica onde se desenrolam as diversas histórias. São histórias de amor, brigas e despedidas capazes de chamar a atenção de qualquer pessoa que queira juntar-se a uma plateia em evidência.

 












































"Espaço outro" foi encenada no sábado, 13, com entrada gratuita. A atriz Ana Ferreira, 24 anos, argumenta que as pessoas querem se sentir parte integrante de uma expressão artística, daí a peculiaridade da exibição da plateia. "Tem mais gente indo para as aulas de teatro do que assistindo a peças teatrais", ela disse. A escolha em apresentar a peça na Praça da Bandeira é estratégica. A Companhia, vinda de Curitiba, escolhe praças públicas movimentadas para a encenação. Foram 12 atores espalhados pelo local, que recebeu mais de 25 pessoas apenas dentro da caixa de acrílico. Parte da plateia pôde acompanhar do lado de fora.

 
































A peça estreou em maio de 2010 em Curitiba e já foi apresentada em Florianópolis e em São Paulo. "Espaço outro" fez parte do Cena 8, a Mostra de Teatro de Joinville, organizada pela AJOTE (Associação Joinvilense de Teatro).
 
Rosa dos ventos indicou as cenas ao público


















Texto e fotos: Almério Francês Junior

sábado, 18 de junho de 2011

PASSPORT - Passaporte

TEATRO EM JOINVILLE

A CIA RÚSTICO TEATRAL E STUDIO ESCOLA DE ATORES traz para o público de Joinville uma adaptação da dramaturgia de Gustavo Ott (nascido em Caracas na Venezuela no ano de 1963). Dramaturgo, romancista, roteirista e diretor fundou o Teatro San Martin de Caracas em 1993.
A dramaturgia original foi escrita em 1988 e traz a reflexão de temas como identidade nacional, imigração e desrespeito aos direitos humanos.


"Passport foi escrita em 1988 e se inspira parcialmente em episódio vivido pelo próprio Ott que, anos antes, foi barrado ao tentar atravessar a fronteira entre a antiga Iugoslávia e a Albânia. "Eu ia para a Grécia, mas peguei um trem errado. Na Albânia não me compreendiam e não sabiam onde fica a Venezuela. Para que me compreendessem, disse que era um país vizinho ao Brasil, que eles conheciam por causa do futebol", lembra Ott, que passou um dia no posto de fronteira até ser liberado".

Nessa estréia das duas CIAS Joinvillenses, os atores Robson Benta, Vinicius Vargas e Rodrigo da Cunha conseguiram passar a essência do que o autor quis transmitir ao escreve-la. Parabéns a todos os envolvidos.

Uma curiosidade sobre Gustavo Ott:

Ele trabalhou como jornalista durante 18 anos, período durante o qual escreveu sobre política, esportes, crimes, cultura e moda.


Texto e Imagens: James Klaus - Jornalismo 1

terça-feira, 14 de junho de 2011

“Era pra ser um ponto de lazer...”

Moradores do Rio Bonito reclamam da falta de iluminação na Área de Lazer do bairro

Balanço, escorregador, academia da melhor idade e a falta de iluminação. Esta é a situação da Área de Lazer Henrique Frederico Grun do Rio Bonito. A obra, que foi entregue à comunidade dia 06/10/2010 e que deveria ser distração para a população, esta há oito meses sem iluminação e tem se tornado ponto de encontro para usuários de droga.
Leidi Diana do Nascimento, 19 anos, diz que não adianta ter uma área de lazer se não há iluminação, pois isso torna o local inseguro. "Num sábado à noite, uma família não pode ir lá, pois a falta de iluminação atrai pessoas mal intencionadas", afirma. Outro problema para a comunidade é a falta de um professor para auxiliar os usuários na realização de exercícios na praça. Segundo moradores, a presença de um professor só aconteceu nos primeiros meses após a entrega da obra.
Para Josué Zacarias Formigari, 20 anos, a obra está inacabada. "Colocaram uma placa como se a obra estivesse concluída, mas é visível a falta de algumas coisas", declara o estudante. O descaso maior com a população, segundo Josué, vem de políticos da região que são moradores do bairro. "Eles não dão a mínima pra nossa região. Eles vieram aqui e fizeram pra dizer que fizeram, pra garantir o seu voto aqui." Josué falou também sobre a presença de usuários de droga na praça, durante a noite, e disse ser necessária a presença de alguém para fiscalizá-la.
A Seinfra (Secretaria de Infraestrutura Urbana de Joinville), responsável pela obra, afirma que essa obra já está no projeto da Prefeitura. A demora na instalação de energia ocorreu porque o contrato com a Luminapar, empresa responsável pela instalação elétrica da obra, foi ilegal, já que a empresa foi contratada sem processo licitatório. Foi preciso uma licitação para contratar outra empresa. O SQE Luz (consórcio que venceu a licitação, formado pelas empresas Sadenco, Quantum e Enerconsult) já está realizando as obras de manutenção e instalação elétrica. Segundo informações da Seinfra, a instalação da energia elétrica na Área de Lazer será feita até o mês de julho.
Conforme a Felej (Fundação de Esportes, Lazer e Eventos de Joinville), uma pessoa auxiliava a comunidade do Rio Bonito nos exercícios, na praça, até o ano passado, porém ela foi morar no bairro Nova Brasília. A fundação tem um convênio com a Univille, e esta oferece bolsa de estudos aos alunos da faculdade de Educação Física que atendem à população na região onde moram. Não há ninguém auxiliando a população porque não há nenhum estudante que more próximo à praça, já que a Felej não disponibiliza a passagem. A fundação busca novos parceiros para melhor atender à população.

Texto e fotos: Mateus Formigari