Introducing San Francisco O Parc De France, no Saguaçu Fim da novela?

sábado, 17 de março de 2012

Serra do Rio do Rastro

Fotos da Serra do Rio do Rastro, um dos belos cartões postais de Santa Catarina, fotografada no dia 10 de março.

Serra do Rio do Rastro

Quati aparece em busca de alimento fornecido pelos turistas

Quati aparece em busca de alimento fornecido pelos turistas 

Quati aparece em busca de alimento fornecido pelos turistas 

Quati aparece em busca de alimento fornecido pelos turistas


Por Leandro Ferreira

quarta-feira, 14 de março de 2012

Tesouros da Natureza: A Vila da Glória

Em épocas de "profecias" apocalípticas e de cotidiano estressante, a natureza próxima à Joinville demonstra que o segredo de bem viver muitas vezes está mais próximo do que se imagina






O ferry-boat cruza lentamente o Estreito de Gibraltar, como é conhecido o trecho da Lagoa do Saguaçu, entre Joinville-SC , e a Vila da Glória, em São Francisco do Sul-SC. A bordo da barca, o passeio é curto, aproximadamente 15 minutos de navegação separam as margens.

  Numa média de 36 viagens diárias e transportando cerca de 220 automóveis, a travessia diminui a distância entre as duas cidades em 60 quilômetros. No percurso é possível contemplar as belezas da região, como o voo rasante da Gaivota e os Botos que acompanham os marinheiros. A natureza pulsa!




Ao aportar em “São Chico”, a estrada que leva à Vila da Glória é rústica, mas as paisagens que surgem no percurso compensam o sacrifício. 



A pacata vila é também margeada, a sudoeste, pela Baía da Babitonga. As águas são cristalinas, o povoado é de maioria açoriana e a tranqüilidade impera. A vila da Glória possui muitos restaurantes, pousadas, além do comércio de gêneros alimentícios. 



                                                              Construção centenária


                                                                A Baía da Babitonga


                                           Restaurante e pousada oferece até piscina aos clientes


                                                Trapiche com plataforma para pesca




Um pouco mais adiante, a uns 15 quilômetros na direção norte, a praia de Itapoá também exibe seus atrativos. A praia do Farol é um lugar de águas tranqüilas, possui monitoramento de salva-vidas durante a alta temporada –até março- e tem como freqüentadores as famílias da região e alguns turistas. Ali, foi possível praticar o campismo livre –fora de campings- com a autorização da associação de moradores local.






 A comunidade local produz muito artesanato, desde pinturas até bolsas revestidas com pele de peixe. Os produtos podem ser encontrados na associação de moradores, anexa ao farol e aberta durante o ano inteiro.



A beleza da região é ímpar e vale ser conhecida, um facilitador é que Itapoá recebeu recentemente um novo acesso, a SC-415, alcançada via Garuva, no norte de Santa Catarina. 

                                                           SC-415 conduz ao porto

  
Nem sempre um bom passeio precisa ser necessariamente longe de casa. Muitas vezes desconhecemos as maravilhas que estão próximas porque lançamos o olhar somente ao horizonte. Se bem que é no horizonte que estão alguns presentes da natureza, como este lindo nascer do sol às margens da Baía da Babitonga.



                                                         Praia do Farol às 5h42 


Texto: James Klaus
Fotos: Keila Kaiser/ James Klaus





quarta-feira, 7 de março de 2012

2012: O fim do mundo em pauta novamente


             Nos últimos tempos uma nova data para o fim do mundo começou a ser divulgada, 21/12/2012. A data foi atribuída a uma previsão Maia, que assinala para este dia o fim de seu calendário e consequentemente, segundo algumas interpretações, do mundo. A discussão sobre o fim dos tempos foi então novamente colocada em pauta.
             O povo Maia viveu na região hoje conhecida como América do Norte há três mil anos atrás. Sua cultura começou a ser dizimada com a “descoberta da América” pelos Espanhóis em 1492. Entre as riquezas culturais está o calendário Maia desenvolvido por eles como uma forma de organização do plantio e de suas rotinas. Para o Dr em Física José F Fragalli, chefe do departamento de Física da UDESC, o calendário Maia não tem nada de especial, “O que eles fizeram foi apenas observar a rotação da terra e através disso organizar em números essa sequência para que pudessem saber assim, qual era a melhor época para realizar o plantio. Foi uma questão de sobrevivência, plantando na hora certa garantiriam seu sustento”, afirma Fragalli.
Fragalli apresenta o sistema de rotação da terra que foi percebido pelos Maias

 Fragalli afirma que o mundo não acaba em 2012


       Historicamente não há uma previsão Maia para fim do mundo, o que acontece é que em 21/12/2012 o calendário Maia se encerra numericamente mas, isso não indica nada, é como se chegássemos no calendário utilizado hoje, ao dia 31/12, quando isso acontece a contagem inicia-se novamente com o dia 01/01.
       O físico José Fragalli afirma que não há a menor hipótese de se prever uma data para o fim do mundo, mesmo hoje com todos os avanços das ciência isso é impossível. “A forma mais provável para o fim do planeta poderá acontecer daqui há alguns trilhões de anos quando a energia do sol for consumida, atraindo assim o planeta terra para junto do sol”, afirma o Físico.
      Quando o fim do mundo entra em pauta, logo as religiões também entram no debate. O padre Mário Wojciechosky diz que o mundo não irá acabar. “O mundo não acaba de maneira coletiva. O mundo terreno só acaba para a pessoa quando ela morre”, afirma o padre. Opinião essa também compartilhada por Moacir Soares, 45, que não acredita no fim do mundo e reforça “O mundo só acaba pra quem morre”. Para Lorene Lopez, 51, o mundo não irá acabar, mas as pessoas que não seguirem Jesus Cristo não terão futuro. “Para mim o mundo não vai acabar em 2012, mas Jesus Cristo irá voltar, não nesse ano, mas quando ele vier para a terra somente seu seguidores serão salvos”, profetiza Lorene.

O Padre Mário Wojciechosky afirma que pessoas mal intencionadas utilizam de livros bíblicos como o Apocalipse para manipular o povo

       Na semana passada um anúncio no mural da Panificadora Wagner no Saguaçú chamava a atenção “Venha entender porque o Apocalipse confirma que o mundo acabará em 2012” dizia o cartas. Indagado sobre o assunto o padre Mário afirma que o livro do Apocalipse possui uma série de metáforas e se mau interpretado por alguém de má fé pode iludir as pessoas. “Pessoas fazem isso até para ganhar dinheiro vendendo até mesmo kits de salvação. O que acontece é que o livro do Apocalipse foi escrito em uma época de muita opressão por parte do imperador. Expressões como dragão de sete cabeças eram uma espécie de código onde quem escrevia passava uma mensagem a seus seguidores sobre ás barbáries que estavam sendo cometidas” explica o padre. Ele ainda conta que muitas pessoas vêm procurar a igreja com medo desta data anunciada para o fim. “As pessoas nos procuram e nós damos conforto explicando que o fim não existe”, comenta.
 
Por Leandro Ferreira
 

domingo, 4 de março de 2012

Enfim o trote


O tradicional trote para recepcionar os novos alunos dos cursos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo do Bom Jesus Ielusc aconteceu nesta quinta-feira.
As brincadeiras começaram no pátio da faculdade com batuque de pandeiro e surdo. Os veteranos,  cantando, chamavam os calouros a participarem do evento e os novos alunos atenderam ao chamado, cerca de 60% deles aderiram  ao trote.
A operadora comercial Milena Amaral 19 anos, diz:Deu bastante trabalho para organizar, pois você tem que pensar em tudo que vai usar, pensar se pode ou não, nas brincadeiras que vão integrar.
Alguns professores não liberam os alunos, mas, apesar disso, o trote seguiu com os calouros saindo a rua para pedir dinheiro.
O supervisor de eventos  Claudenir, Alves 23 anos, afirma que este  foi o segundo trote do qual participou. Posso falar por estes dois, e assim digo que aprovo  e acho válido para a integração entre calouros e veteranos e até mesmo entre os calouros entre si. Em nenhum dos dois trotes que participei, houve qualquer tipo de violência, diz Claudenir.
Os calouros arrecadaram 180 reais aproximadamente, dinheiro usado para fazer uma festa de confraternização para os alunos.
Para o segurança patrimonial Adolfo Lindenberg Bonucci ,26 anos, o trote foi brincadeirinha bacana, porém faltou um pouco de criatividade por parte dos veteranos.
Poderiam fazer um “aquecimento” antes do trote, como leilão de calouros, por exemplo. O estudante também  nega que os veteranos do curso de jornalismo poderiam elaborar entrevistas para os calouros fazerem no dia do trote e, claro, no final da entrevista pedir aquelas moedinhas.

Texto de   Andréia Silva




terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Malcolm: pai e filho, rapper e professor



Desde pequeno, a música afro tinha espaço na família. Embalado pelos discos de vinil de Tim Maia, Malcolm Junior cresceu e passou a ouvir Racionais Mc’s, Gabriel O Pensador e Thaíde, que o encantavam, mas não aos outros meninos da escola. Ele pensava que nunca seria um rapper e que Joinville não aceitaria essa música, até que em um evento do gênero com um grupo chamado S.P.S. (Salvos Para Servir), o rimador desacreditado se tornou capaz.
Fruto de uma gravidez indesejada e sobrevivente de um aborto, Malcolm nunca duvidou do amor da sua maior heroína. A infância foi pobre, muitas vezes faltou alimento à família, sua mãe saía de casa crendo que Deus proveria e voltava mais tarde com comida.
Ainda adolescente virou pai. Joana e Julia nasceram e o inspiraram a continuar estudando. Ele cursou Mecânica, que lhe renderia dinheiro, mas não satisfação profissional. Após terminar o Ensino Médio, ingressou no curso de Pedagogia. Foi o mau exemplo de alguns professores que o incitaram a ser melhor, a tornar-se amigo dos alunos. “Uma professora disse que eu só tinha um defeito: ser amigos dos alunos, mas isso pra mim é virtude”. Malcolm tem uma grande aliada em sala de aula: a música. “Ele fazia rimas pra me ensinar português”, conta Aline Michalack, ex-aluna do rapper. Embora tenha adotado um estilo característico, Malcolm também usa outros gêneros musicais para dar aula e inspirá-lo no processo criativo como Caetano Veloso, Chico Buarque, Thalles Roberto, entre outros.
Em 2003, Malcolm e mais quatro amigos formaram o grupo de rap 5º Elemento. A família nunca se manifestou contra a ideia e para Malcolm isso serviu de apoio. A mãe tinha medo de que o filho abandonasse a faculdade e o emprego, mas o elogiava a cada nova rima. Quando o CD do grupo foi lançado, ela foi a primeira a comprar. Orgulhosa, comprou logo vinte exemplares para distribuir às amigas. “Eu tive certeza de que ela realmente aprovava o que eu fazia”.  
Malcolm, Bull, Henrique, Yuri e Cláudio formavam o 5º Elemento. Após a saída dos últimos três, por motivos profissionais, Malcolm e Bull juntaram-se a Rômulo, Felipe e Raley, responsáveis pelo violão, Carron e backing vocal. O grupo continua fazendo sucesso por Joinville. Suas músicas são pedidas e tocadas em duas das maiores rádios da região e os shows têm sempre um ótimo público.
 Malcolm nunca fez músicas falando sobre os problemas que enfrentou, mas está compondo um rap com a sua história para servir como incentivo para quem passa por situações parecidas. Suas rimas não proporcionam nenhuma discussão sobre preconceito racial, para ele, essa é uma questão resolvida. “Sofremos muito no passado, mas tratar negros como coitadinhos pra sempre não vai resolver. Orgulho negro pra mim, não é querer ser reparado pelo o que meu avô escravo passou, mas ter condições iguais a todos”. Ele nunca sofreu preconceito por ser negro, mas sim pelas roupas largas que usava. Certa vez, foi convidado para uma palestra em uma escola da cidade, onde conversaria com os alunos. A palestra duraria quinze minutos e ao pedir um rádio à professora ela disse que não dispunha de um. Assim, Malcolm declamou o rap que compunha sobre educação. Quando acabou, a professora mandou buscar um rádio e os quinze minutos de palestra se fizeram duas horas. “Voltei por duas vezes à escola e fui convidado para ser padrinho na formatura deles”.
Em 2006, durante o Festival de Dança de Joinville nasceu o Encontro das Ruas. O evento reúne grafiteiros, MC’s, dançarinos e amantes do hip hop. Malcolm participou pela primeira vez em 2007 e foi campeão neste mesmo ano e também em 2008 e 2011. “Temos quarenta e cinco segundos pra rimar contra um adversário, mas com respeito e sem pederastia. Cada grito da plateia me faz criar uma rima melhor”.
Há dois meses, “Juninho” despediu-se da sua maior fã. Em seis anos de luta contra o câncer, dona Cleusa e o filho cantaram, sorriram e aproveitaram a companhia um do outro. “A minha vontade de tê-la por perto não poderia ser maior do que o seu bem estar”.
Malcolm Junior tem 26 anos, está terminando o curso de Letras, sua segunda graduação e espera voltar logo à sala de aula. A imagem de sua mãe guerreira, batalhadora perdurará em sua memória. “Se eu for 1% do que ela for, tenho certeza que serei um dos maiores homens que esta Terra já ouviu falar”.

Texto: Juliane Guerreiro
Foto: Arquivo pessoal.