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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Um Novo Jornalismo, por Paula Albino


“Quando o jornalista finge que sabe mais do que sabe e o entrevistado finge que sabe menos, o leitor acaba sabendo nada”, afirmou Frederico Vasconcelos, ou Fred, como gosta de ser chamado o jornalista do Folha de São Paulo que palestrou no Ielusc na última segunda-feira, 25. A petulância com que alguns jornalistas se revestem para sair às ruas e conseguir o que desejam para uma boa matéria pode ser justamente o que os afastam da qualidade final do texto. Talvez seja o momento de repensar a postura dos profissionais em comunicação social e de propor um novo papel ao Jornalismo.

Quando se fala em novo, subentende-se algo dotado de características possivelmente conhecidas, mas com algo diferente, inédito, original, moderno. Quando se fala em Jornalismo, subentende-se uma profissão que tem como base informações em tempo real. Para alcançar as informações, o profissional do Jornalismo precisa fazer o possível e transpor barreiras aparentemente impossíveis. O caminho para obtenção dos detalhes que comporão o todo é árduo; pode ser por vezes até arriscado. Até onde vai o limite da busca de informações para uma boa reportagem? Como encontrar o limiar entre a segurança e o sucesso? É possível para ambos caminharem juntos?

Arriscar, ser ousado, observar o inesperado, buscar o escondido: estas são ações que descrevem o novo papel do Jornalismo. Vale lembrar que ações são realizadas por pessoas, portanto estas descrevem o perfil do novo jornalista no mercado de trabalho. Há que ser necessário equilíbrio e bom senso na busca das informações.

O contato com as fontes – das mais diversas possíveis e com graus de dificuldade de acesso diferentes – é imprescindível na composição do bom texto. Fontes enriquecem e dão credibilidade ao trabalho. Fontes estreitam a distância entre o autor da matéria e o leitor. Fontes trazem o enredo para perto do leitor.  Enfim, as fontes devem ser buscadas em toda ocasião após a definição da pauta.

Assim sabendo e fazendo, o bom Jornalismo atenderá ao seu papel descrito não somente em dicionários como também no juramento do profissional recém-formado na área: "Juro, no exercício das funções de meu grau, assumir meu compromisso com a verdade e com a informação. Juro empenhar todos os meus atos e palavras, meus esforços e meus conhecimentos para a construção de uma nação consciente de sua história e de sua capacidade. Juro, no exercício do meu dever profissional, não omitir, não mentir e não distorcer informações, não manipular dados e, acima de tudo, não subordinar em favor de interesses pessoais o direito do cidadão à informação."

Texto e Foto: Paula Albino

Referência:
JURAMENTO DO JORNALISMO. Disponível em: http://www.guiadeformatura.com.br/juramento.php. Acesso em 27 de julho de 2011.

Prêmio Esso ensinou a investigar “poderosos”


Pra dar medo em gente poderosa. Foi o tom da palestra de Frederico Vasconcelos, 66, repórter especial do jornal Folha de São Paulo, ouvido por estudantes e professores, no Ielusc, segunda-feira, com o tema “Como investigar empresas, governos e tribunais”.  O evento foi parte da programação da Semana Integrada de Jornalismo, a qual terá três palestras e exposição de projetos da faculdade e de acadêmicos.

Fredy, como é chamado nas redações, expôs vários meios de investigação para aquele tipo de assunto que a maioria das pessoas e jornalistas considera “espinhoso”. Com 44 anos de experiência, o pernambucano que adora “contar historinhas” falou de prefeitos, juízes, grandes empresários e governos expostos nas suas reportagens. Também deu algumas dicas de como fazer esse tipo de trabalho.

Famosas, suas reportagens sobre ações ilegais de juízes marcaram, durante seis anos, a vida pública do país com denúncias sobre casos de nepotismo, venda de sentenças, desvio de dinheiro público. Esse conteúdo serviu de base para seu livro-reportagem “Juízes no Banco dos Réus”, o qual recebeu o Prêmio Jabuti, em 2006.

Em outra investigação, usou dados públicos para averiguar prefeituras envolvidas em escândalos. Com slogans como “O Progresso não Pode Parar”, centenas de prefeitos desviaram dinheiro das prefeituras, somando cerca de um bilhão de reais. Lanchas médicas para passeio em família, livros escolares com a foto do prefeito, materiais hospitalares para aonde não havia hospital, são algumas das pérolas que encontrou.

Com um estilo sincero, ele diz não conseguir mentir ou enganar suas fontes. Considera importante demonstrar boa fé, não dar margem para situações embaraçosas e proteger as fontes que não o autorizam a mostrá-las.  O vencedor de vários prêmios jornalísticos sempre prezou por essas precauções, pois prefere tomar “um furo”, quando outro jornal dá a informação antes dele, ao invés de tomar um processo judicial.

Apesar de seus filhos dizerem que está na profissão errada, por possuir debilidades de dicção e audição, Fredy, que também toca piano nas horas vagas, recebeu, entre outros, o Prêmio Esso, o Prêmio Bovespa de Jornalismo e o Prêmio BNB de Imprensa.  Também mantém um blog com reportagens que produz periodicamente, (http://blogdofred.folha.blog.uol.com.br/), apesar de admitir preferir papel na mão, referindo-se à escrita e à aquisição de documentos que não possam ser contestados por seus investigados.

Johannes Halter
27/07/2011

Luto no Festival de Dança

O grupo paulista de deficientes visuais do qual Ernani Antônio Oliveira, 26, fazia parte, a Associação de Balé e Artes Fernanda Bianchini, chegou a se apresentar, porém, o bailarino não pode subir ao palco devido à pneumonia que causou sua morte.
Ele faleceu ontem às 17h45, vítima de ataque cardíaco, causada pela pneumonia, no Hospital Municipal São José.

Há um ano e oito meses, Ernani havia passado por uma cirurgia de rim e pâncreas no Hospital das Clínicas de São Paulo, por conta dos danos causados pela sua diabete hereditária, que o deixou cego aos 15 anos.
Mesmo assim, decidiu que a cegueira não era uma barreira para seu sonho de dançar no maior festival de dança do mundo. Infelizmente, não resistiu a pneumonia e morreu antes de subir aos palcos do festival de Joinville.

A família já estava na cidade, acompanhados pela secretária da associação, Elaine Rosa de Leitiis, e irá levar o corpo do rapaz para sepultamento em São Bernardo do Campo (SP).



Fonte: http://www.clicrbs.com.br/anoticia
Por: Andriele Pereira

Frederico Vasconcelos no IELUSC

Frederico Vasconcelos esteve no Ielusc com intuito de falar sobre o jornalismo investigativo. Falou um pouco sobre sua vida e das histórias de sua carreira. Sua palestra rendeu boas fotos. Confira:




Foto: Daniel Pereira
                                                             

Foto: Daniel Pereira
Foto: Daniel Pereira                                                      
Foto: Daniel Pereira                                             
Foto: Daniel Pereira                                                 
Foto: Daniel Pereira                                              
Foto: Daniel Pereira
Foto: Daniel Pereira                           
Foto: Daniel Pereira                               
Foto: Daniel Pereira                                                              
Foto: Daniel Pereira                                                         
Foto: Daniel Pereira                                                               
Foto: Daniel Pereira                                             
Foto: Daniel Pereira
                                                           


Mais informações: http://migre.me/5mjAF

Daniel Pereira

dangpereira@gmail.com

@dangomper

terça-feira, 26 de julho de 2011

Cavalo abandonado à própria sorte



Este cavalo foi abandonado na rua Rui Barbosa (próx. nº 1500), bairro Costa e Silva no último sábado (23) e até a tarde de ontem permanecia no local.
O animal está doente e foi abandonado à própria sorte por não poder mais andar, por conta de um inchaço na pata dianteira esquerda.

Dois voluntários e criadores de cavalo foram até o local para tentar removê-lo, porém, sem sucesso. O animal não tinha forças para subir numa pequena rampa da carreta que iria transportá-lo...
Há tempos atrás o animal foi visto puxando uma carroça abarrotada de material reciclável.
Segundo os voluntários, o cavalo aparenta idade avançada ou velhice zootécnica e provavelmente apresentava dificuldades para puxar cargas.



O caso revoltou os moradores da região. 

Fotos e Texto: James Klaus Jornalismo 01
@nosdejoinville