quinta-feira, 22 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Grupo de Teatro da Embraco em "A velha que enganou a morte"
Fila na porta, sala lotada, cadeiras que comportavam crianças de todas as idades ansiosas pra que se acendessem as luzes e o espetáculo começasse. Assim estava o Teatro Sesc na apresentação da peça A velha que enganou a morte, representada pela companhia de teatro da Embraco. A peça fez parte da Overdoze, 12 horas consecutivas de espetáculos artísticos que encerraram a temporada da Aldeia Palco Giratório.
O espetáculo, com texto da Companhia Dionísio de Teatro e figurino de Lucas Davi, arrancou risos e aplausos da platéia. Encenada por 6 dos 8 atores da companhia, a peça, mesmo que realizada com poucos ensaios, conseguiu transmitir ao público a riqueza de histórias bem contadas.
Sabrina Favarin dos Santos, 15 anos, estudante, se emocionou com a peça. “Essa foi a primeira vez que vim ao teatro. A peça é muito boa, ri demais. Acho muito bonita a iniciativa de ser ator voluntário e levar alegria à tantas pessoas”.
O ator Laércio Madalena, intérprete de São Pedro em A velha que enganou a morte, trabalha há 16 anos na Embraco e há 14 anos nos palcos. A relação do ator com o teatro é de paixão e realização. “O teatro é voluntário. A minha relação com o palco é de satisfação pessoal. Meu filho, de 15 anos, cresceu junto com as peças. Desenvolvi a minha paixão por teatro, e meu filho cresceu junto a ele.”
Laércio conta que é preciso muita dedicação e disciplina para contar histórias. “Tem meses que chegamos a apresentar 36 peças em uma semana. Tudo isso começou para fazermos apresentações dentro da empresa sobre os temas que eles nos pediam. Ensaiamos apenas nas terças-feiras, então, uma apresentação demora aproximadamente três meses para ficar pronta. Mas todo o esforço vale muito à pena”.
Por Pamela Caitano
A bruxa anda à solta em Joinville!
Comentário sobre o espetáculo “Entre Sonhos e Bruxas”
Trupe Sonora Casa de Orates – Itajaí/SC
O teatro do Sesc-Joinville lotado, na noite de sábado, indicava a expectativa em torno do novo espetáculo da itajaiense Trupe Sonora Casa de Orates, “Cantando Bruxarias”. O nome do grupo, cuja significação é “manicômio” ou “casa de gente maluca”, tem tudo a ver com a proposta apresentada: uma arte integrada entre música, teatro e imagem, uma verdadeira loucura.
Loucura, aliás, é ver a Trupe em ação. O viés principal é a música, mas o elemento teatral do personagem assustador Corcunda, que recebe a platéia com um lampião em meio à bruma, é bastante marcante. Aliás é o Corcunda quem, em latim, dá as boas vindas e apresenta o restante dos “Orates” à platéia. Em palco, o conjunto no geral funciona muito bem, até porque os músicos têm um entrosamento quase mágico.
Os ritmos transitam livremente numa mistura de progressivo, jazz, rock, medieval e MPB, completado pelo figurino medieval, ás vezes clássico e social, sempre bruxulesco. A presença marcante de um “espírito” que vaga, ora entre os músicos, ora entre a platéia, acrescenta ao ambiente uma sensação de mistério e suspense.
O baterista/ator Júlio Mendonça é quem irrompe a parafernália sonora em meio aos acordes de um acordeão, acompanhado pelo violão de Márcio Novaes(back vocals) e do baixo de Darlan Martins, que completam a cozinha. O vocal afinado de Marcelo Azeredo, que também toca Sax, flauta transversa e percussão, encontra na sensualidade da cantora-atriz Siara Bonatti a voz que preenche todo o contexto bruxulesco proposto do show. Quando tudo já parecia estabilizado, os riffs do guitarrista Roberto Rosa, num estilo “The Who”, incendeiam ainda mais os ouvidos da platéia, que a cada música executada, através de aplausos, clamava por mais.
A Casa de Orates nasceu em 2003, na portuária Itajaí, onde a influência de Iemanjá e Ogum (ou algum Exu) certamente inspiraram os letristas a comporem o primeiro CD “O Artesão dos Sonhos” (2007) e seu sucessor “Luaria”, a ser lançado no segundo semestre deste ano. A música dos “Orates” traz a temática das bruxas e faz referências ao folclore e a literatura Ilhoa-Cascaesiana.
O cachimbo da paz aceso pelo “espírito Guarani” parece não incomodar os não-fumantes, que a essas alturas já estão envolvidos pela performance do ator Jonata Gonçalves, cujo palco, naquela noite mística, era toda a sala teatral do Sesc.
A Trupe Sonora Casa de Orates remete, muitas vezes, ao som da setentista "Casa das Máquinas", noutras, ao misticismo da escocesa "Jethro Trull"
Entre poesias e bruxarias mil, a apresentação da banda chega ao final, fazendo com que o relógio do tempo, outrora estático, siga em frente
Rá-tim-bum! A platéia pede bis! Mais magia!
Aliás, durante o espetáculo, de relance, é possível sentir a presença do bruxo Franklin, que só não se materializou ali mesmo, naquela noite, naquele palco, porque a lua permaneceu encoberta nos céus da bucólica e chuvosa noite joinvilense.
Sapos, Corujas e Morcegos: Zás-trás!
Naquela noite fria, após entrevistar a trupe - em vídeo a ser postado - roguei uma praga nos camarins, no melhor estilo Zé do Caixão, para que o grupo retornasse a Joinville. Plunc-plact-zum, Ráááááááá!!!!!!
Texto e fotos: James Klaus
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Surf na praia do bispo
Aconteceu nesse final de semana a primeira etapa do Teahupoo Wave Festival, na praia do Bispo em Balneário Barra do Sul. O campeonato foi dividido em 8 etapas, infantil, iniciantes, interna, junior, longboard, master, mirim e open.
Os prêmios iam de kits da Teahupoo para todos os vencedores e pranchas para os mais bem colocados em duas categorias.
A segunda etapa deve acontecer em novembro deste ano.
Texto e fotos: Aline Michalack
Os prêmios iam de kits da Teahupoo para todos os vencedores e pranchas para os mais bem colocados em duas categorias.
A segunda etapa deve acontecer em novembro deste ano.
Texto e fotos: Aline Michalack
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