Introducing San Francisco O Parc De France, no Saguaçu Fim da novela?
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Tarde musical em Joinville


A escola de música Arte Maior realizou o 10º Festival de Bandas, na tarde de domingo, 6, no Big Bowlling. Participaram 17 jovens bandas formadas, em sua maioria, por alunos iniciantes na carreira musical. Classificada em 2º lugar em 2010, neste ano a banda Vento Sul conquistou o 1º lugar no Festival.


A banda vencedora do evento ganhou R$ 1.000 e a gravação de uma música em estúdio profissional. Eduardo Ferreira, 17 anos, baixista há seis meses da Vento Sul, disse que o dinheiro será investido na melhoria de seus equipamentos. “Vamos gravar a música que a gente cantou: Basket Case, do Green Day.”

O baixista Eduardo (esq.) e o guitarrista da Vento Sul
Vocalista da Vento Sul

Integrantes da banda Rocket Riders


A segunda posição ficou com a banda Flush, que embolsou R$ 700,00. A banda Oxigênio se classificou em 3º lugar e conquistou a premiação de R$ 500,00.
Sílvia Santos, 50 anos, integrante do júri, disse que o contato com algumas bandas é inevitável. “Conhecemos os amigos dos nossos filhos que acabam estudando junto, mas nada que beneficie ou prejudique uns e outros.” Sílvia tem forte ligação com a música. Ela tem experiência com piano, teclado e acordeon, cantou em coral universitário e acompanhou o estudo de violino dos filhos.



 
Os critérios de avaliação dos jurados se enquadravam em: arranjo, afinação, sincronia, dicção, postura e figurino. Questionada sobre a pronúncia das letras de músicas internacionais, Sílvia afirmou que a maioria dos jovens vocalistas se prepara no estudo da língua inglesa para um melhor desempenho no palco.
A banda Rocket Riders, vencedora do evento em 2009, abriu o Festival com a música It’s my life, do cantor Bon Jovi. “Já estamos acostumados com a tensão que enfrentamos no palco”, contou o vocalista Luiz Vargas.

Organizador das três últimas edições do Festival, Fábio Martins disse que a formação das bandas ocorre dentro da escola. “A partir de R$ 110,00 qualquer pessoa pode iniciar um curso na Arte Maior e montar sua própria banda para participar do Festival, que é um projeto de extensão da escola para incentivar os novatos.”

Para obter mais informações a respeito do ingresso na escola Arte Maior, visite www.artemaiorjoinville.com.br


Rocket Riders abriu o Festival

Luiz Vargas, vocalista da Rocket Riders
A radialista Ju Pamplona apresentou o Festival









Integrante da banda Flush
Vocalista da banda Flush
Guitarrista da banda Flush


Texto e fotos: Almério Francês Junior e Luis Gustavo Varela

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Abertura das exposições "Contaminações" e "Lúdico cotidiano".

            A arte pode surgir dos lugares mais inesperados, das situações mais adversas. Essa é a mensagem deixada pela obra coletiva que partiu dos frascos de remédios que o artista Carlos Asp consumia para recuperar-se de um derrame. Essa obra é uma das 25 imagens desenvolvidas pelos artistas catarinenses Philippe Arruda, Juliana Hoffmann, Susana Bianchini e Dirce Körbes e pelo artista gaúcho radicado em Florianópolis Carlos Asp, que compõem a exposição Contaminações, aberta hoje na Cidadela Cultural.
             O projeto partiu da idéia de duas artistas que procuravam quem as pudesse orientar na realização de uma idéia que até aquele momento tinha uma característica bem definida: ”Contaminações”. A proposta é a discussão sobre o processo criativo nas áreas de artes plásticas, pintura e fotografia.
            O processo de criação das telas tem como objetivo entrelaçar diferentes olhares artísticos. Foram uma construção coletiva. Cada artista manteve uma obra de sua autoria e entregou outras quatro para sofrerem intervenções, resultando em 20 “contaminações”.









A exposição lúdico cotidiano também foi aberta nessa terça-feira. A proposta é a interatividade. Diversas obras podem ser manuseadas e proporcionam a inserção do visitante nos objetos e num novo modo de olhar a realidade, já que a idéia do lúdico cotidiano é se apropriar de objetos familiares e dispô-los sob uma nova ótica.  Os artistas integrantes da exposição são: André Winn, Carolina Moraes Marchese, Erika Romaniuk, João Genaro, Karen Campos, Luana Alt, Morgana Ávila, Thiago Reis e Vini Albernaz.











Por Pamela Caitano.


            
                        

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Migrantes da arte

       Acompanhando as transformações urbanas em Joinville, a arte de rua vem marcando a nova identidade que se desenvolve na cidade. As diversas formas de expressão  ganham novos adeptos e admiradores. Malabares e música acústica é uma das opções culturais para quem passeia à noite pelo centro da cidade nos dias de semana. Sem roteiros nem horários marcados, Maicon de Paula e Moacir Vasquez  se divertem e experimentam expor um pouco de suas paixões aos que caminham pelas calçadas e transitam entre os cruzamentos movimentados. 

Os cruzamentos urbanos servem como entrada à intervenções urbanas. Com tempo curto e boa visibilidade entre os que caminham e dirigem carros, é possível conquistar admiradores.

       "Ganhar o pão com violão sempre foi um sonho meu", conta entusiasmado Moacir,  mais conhecido como Moa, aos seus 19 anos. Moa veio da capital baiana, Salvador, e está há 3 meses em Joinville. Ele comenta que em Joinville o cenário é positivo e propício para a arte de rua se desenvolver. "Lá em Salvador, muitas vezes em prol dos interesses individuais, os artistas de rua esquecem de defender a classe", comenta.

Locais de grande circulação de pessoas são importantes aliados. Moa toca repertório variado em frente à Farmácia Minâncora, ponto histórico da cidade. 
 

       Maicon de Paula, migrante do Paraná, vem marcando presença no cruzamento da rua Padre Carlos com a Av. JK, fazendo diversos números com suas claves prateadas.  Alguns condutores, que aguardam o sinal verde, muitas vezes já sem paciência depois de um dia inteiro de afazeres, se desentimidam e contribuem com moedas ao artista - simbolicamente.  Maicon mostra-se um joven de poucas palavras, mas nem por isso pouco concentrado. Com 23 anos e um olhar quase sempre tranquilo, conta que sua arte é feita por paixão.

 
Maicon já possui uma coleção variada  de movimentos. Durante suas exibições arrisca frequentemente novidades sem receios de errar.


Nos pontos de encontro, planos sobre a noite podem ser combinados. O Bar Palmeirão, em frente à rua das Palmeiras, é uma das opções.


As amizades construídas são vitais. A caminho do ponto de interveções, Moa abraça Letícia, mais conhecida como Pepper.

domingo, 31 de julho de 2011

MICROFONE NO CHÃO DO PALCO, por Paula Albino

Foto: Paula Albino

O nosso corpo apresenta uma elasticidade incrível. Para cima, para baixo, para um lado, para o outro, para frente, para trás, enfim, os sentidos e direções são possíveis dependendo da flexibilidade conquistada   pelo  "dono" do corpo. Balé, Jazz, Street, Sapateado e outros inúmeros termos são os nomes dados aos estilos de dança conhecidos.  

Cada estilo exige um ritmo, uma sequência de movimentos, uma expressão. Talvez um dos estilos que mais encanta o público adulto seja o Sapateado. É um estilo originalmente irlandês, no qual os dançarinos produzem sons sincopados, ritmados com os pés. A velocidade com que alguns artistas trabalham seus pés no palco hipnotiza os olhos atentos da plateia. 

Foto: Paula Albino

Talvez o que não fique tão evidente sejam os microfones colocados no chão do palco. O objetivo é fazer com que o som das batidas dos sapatos especiais utilizados neste tipo de dança seja bem audível e alcance todos os ouvidos!
Foto: Internet

O sapateado traz consigo uma imagem elegante de explorar a dança.  Ao pesquisar um pouco mais sobre o assunto, descobrimos que é uma mistura do sapateado inglês, dança irlandesa e a dança africana com tambores, ritmos e movimentos. As danças africanas estão diretamente ligadas à natureza do sapateado com brincadeiras de danças rítmicas com batidas de tambor. O sapateado também contém os movimentos populares realizados no estilo Swing e Lindy Hop, e a leveza tão comum da valsa e Foxtrot. Então, basicamente, é uma mistura de vários elementos.

Foto: Paula Albino

Podendo ser apresentado individual ou em grupo, o sapateado encanta dançarinos de todas as idades. Apesar de exigir certa rapidez e agilidade com as pernas e pés, não afasta nem os mais experientes do palco. Aliás, devido à rapidez, o efeito de algumas fotos ficou digno de aplausos!
Foto: Paula Albino

Professor e Coreógrafo Charles Renato, de São José dos Campos - SP.
Foto: Paula Albino

O festival foi de dança, mas muitas outras sensações e emoções foram vividas neste evento que reúne milhares de pessoas na cidade de Joinville anualmente. A apresentação de quinta-feira, 28 de julho, foi apenas uma das noites inesquecíveis que agora já fazem parte da história. 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A arte que imita a vida, por Paula Albino















Trabalhando com crianças, na Educação Infantil, aprende-se muito sobre a vida. Aprende-se como esquecer fácil as brigas; como perdoar os outros sem mágoa; como enxergar o lado engraçado de cada situação; como criar histórias observando coisas pequenas.





As crianças são pequenas, mas a capacidade de pensar é grande! Elas se envolvem com as atividades propostas de tal forma que contribuem para a melhoria da aula, constantemente.





Um dia desses, resolvemos pintar! Mexer com cores e tintas! Deixar a marca! Fazer arte! Após pintarem as caixas de leite encapadas, os pequenos foram à pia para lavar o pincel, deixando-o novamente como adultos formatados: sem tinta, sem cor, secos!





Ao secar os pincéis, percebemos a composição do desenho no papel amassado: uma miscelânia sem sentido ou planejamento, como que a arte estivesse imitando a vida. Por quê tal analogia?, você poderia perguntar. E nós responderíamos: a vida é um papel branco cheio de marcas resultantes dos 'amassos dolorosos' pelos quais passamos.





As tintas são os momentos bons e ruins que vivemos. Os pincéis, as pessoas que passam por nosso papel, deixando um pouco de suas cores. Na foto registrada, a vida acaba ficando bela quando permitimos que as cores dos outros nos ajudem a compor nossa pintura.





Mesmo as cores escuras têm seu lugar. E na composição da imagem, é como se um sol se formasse ao redor do papel, com raios de pincel! A vida, a arte, a arte de viver e a vida artística. É assim que funciona. É assim que pode ser. Basta pintar!



Fotos e Texto: Paula Albino