quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O RESPEITO É IMPOSTO OU CONQUISTADO

O ano de 2001 foi marcante para a torcida do Joinville Esporte Clube. O JEC contava com três torcidas organizadas, a Raça Tricolor, Inferno e Vício. Com o objetivo de se fortalecer e engrandecer ainda mais, as diretorias das três, após discutirem os pontos positivos de uma junção, decidiram por se unir formando uma grande torcida organizada do JEC. O pontapé inicial para toda essa discussão foi no jogo da final do Campeonato Catarinense de 2001, contra o Criciúma, no sul do estado, onde as três torcidas tiveram que ficar em um único espaço reservado para a torcida visitante, onde cantaram igualmente para apoiar o time, a partir daí a idéia surgiu. Em uma reunião feita no anfiteatro do Ernestão, decidiu-se pela unificação das torcidas, formando assim a maior torcida do JEC, a UNIÃO TRICOLOR.



Ao longo desses  dez anos de história a União Tricolor  tem apoiado o time, em todos os jogos em casa a torcida esteve presente e nos jogos como visitante, mesmo que a distância fosse longa a torcida mostrou sua fidelidade ao Joinville.  Apesar da má campanha do time, que nessa década não ganhou nenhum título de expressão e esteve na série D do Campeonato Brasileiro, a UT protestou, mas sempre esteve ao lado do JEC.



Além do apoio ao Joinville, a torcida tem feito vários eventos com fins sociais, como a Campanha do Dia das Crianças, no ano passado, onde arrecadaram alimentos e brinquedos entregues para crianças carentes no bairro Itinga.


O atual presidente da União Tricolor, David (presidente há 3 anos), afirma que o crescimento do número de sócios da torcida é devido ao tratamento diferenciado que vem sendo realizado. Os sócios tem acesso a prestação de contas. Para David isso é um estilo de vida, e não se vê longe da UT.


“A União Tricolor é minha casa”, é assim que Rogério Adriano Meireles define sua relação com a torcida. Rogério faz parte de torcidas há 14 anos, antes da formação da UT, fazia parte da Raça Tricolor. “Fui contra a junção das torcidas, porque a Raça já era grande e poderia se manter sozinha”, afirma Rogério, que continua fazendo parte, agora da União.
 Vitor Hugo Pastorello, membro da torcida desde os 11 anos explica que a violência atribuída a torcidas organizadas poderia ser evitada. Para ele, em Joinville a maioria dos jogos em que há ocorrência de briga é causado pela provocação que os torcedores que não fazem parte da UT fazem quando as torcidas visitantes estão chegando, e a União Tricolor acaba por entrar na briga para “defender” o povo da cidade. Para Vitor, a frase que melhor define a UT é “ O respeito é imposto ou conquistado”.



Nesses 10 anos de história a União Tricolor tem se mostrado fiel ao JEC, apesar das más fases vividas pelo clube, e independente da divisão ou da situação do clube está sempre presente. Nesse ano, o acesso a série B seria um belo presente a essa torcida que tanto vibra com o clube.













Adrieli Evarini

3 comentários:

Pedro Ouchita disse...

Drika! Parabéns, muito legal!
Um beijo ;)

Gabriella Hille disse...

Adorei Drika! Parabéns :D

Anônimo disse...

DESABAFO:
Caras fiquei muito pé da vida ( para não usar uma palavra suja), hoje um amigo meu que estava passeando com a esposa no centro, foi cercado por 2 rapazes usando camisa do time da ALEMANHA e bermuda do nosso JEC (UNIÃO TRICOLOR), eles mandavam ele tirar a camisa do Esporte Recife que ele estava usando, dizendo que ele não poderia usa-la, pô meu, o cara reside em nossa cidade a muito tempo, é até sócio do JEC, onde é que nós viemos parar, não acredito que a nossa bela cidade de JOINVILLE esteja ficando igual a SÃO PAULO e RIO DE JANEIRO, onde a pessoa não pode mais sair de casa usando a camisa do time e/ou times para o qual torce sem ser perseguido por torcedores ignorantes, que eu espero serem poucos, creio e peço a DEUS que esse tipo de coisa não vá se repetir. " Peço que vcs compartilhem esse desabafo, pois esse tipo de coisa não pode continuar acontecendo em nossa CIDADE."

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